quinta-feira, 14 de maio de 2015

Instalando esteira no Cajon




Olá galerinha!!!! Muito bom dia!!!! Depois de um bom tempo sumido, cá estamos nós novamente a todo vapor tirando dúvidas, dando dicas, conselhos e tudo mais, o nosso assunto de hoje é sobre o campeão de perguntas referente ao post de como construir um cajon, recebi diversos emails me perguntando como seria a instalação da esteira... Já aproveitando o gancho, quero retificar aqui que só não postei o passo a passo por ser de uso opcional a instalação da mesma, podendo ser substituída por cordas por exemplo, no meu caso eu sempre gostei mais da esteira por ser bem mais pratica e é claro, com um resultado final muito superior (minha opinião), espero que eu consiga ajudar a todos com esse post, então vamos lá...

Cada esteira tem a sua particularidade, o aço carbono é mais brilhante do que o aço inox, assim como outro material tais como tripa, cobre ou sintético terão menos brilho, Quanto menos retorcidos os fios, mais articulação e menos volume (Por exemplo, esteiras de cobre), esteiras mais largas soam com maior volume, esteiras largas com uma separação interna darão um som mais seco, gordo.

Quanto a escolha da esteira isso vai do gosto de cada um, eu particularmente gosto das mais largas para não sofrer tanto na hora de tocar rssssss...


Vamos a instalação dela no cajon, de todos os tipos existentes eu selecionei 2 deles que na minha opinião são os que dão os melhores resultados, as fotos eu copiei da net, se tiver direitos autorais basta me avisar que eu retiro de imediato ok? 


Nessa primeira foto retrata o sistema que eu mais uso, basta estica-la de modo que a mesma seja fixada nas duas extremidades laterais...





Nessa segunda foto o sistema usado é bastante diferente, corta-se a esteira ao meio, prende-se as duas partes em uma peça de madeira de modo que a mesma atravesse de uma extremidade a outra a parte interna do instrumento, veja...





A etapa mais importante da colocação da esteira, tanto de uma forma quanto de outra é que as mesmas sejam instaladas de maneira que "encostem" na tampa do cajon, se ela ficar longe não soará como caixa, outra dica é: quanto mais esticada a esteira estiver mais sequinho será o som, quanto mais solta, mais gordo...

Bom... No mais seria isso galerinha... Duvidas com certeza surgirão então... é como eu sempre digo: Gostou do post? Comente... Ainda tem dúvidas? Pergunte...

Um super abraço e até a próxima...

domingo, 27 de maio de 2012

Ferramentas necessárias


Olá Galerinha, tudo ok por aí? Espero que sim, semana passada recebi um email de um leitor que dizia assim:

“Tenho muita vontade de buscar conhecimento e montar minha própria oficina, isso é possível pela internet? Quais ferramentas eu preciso para iniciar?”...

Bom, respondendo a pergunta do nosso amigo Caio, eu digo que é possível sim adquirir grande bagagem de conhecimento pela internet, hoje existe uma infinidade de recursos postados na net que são de extrema valia, recursos como vídeos, tutoriais, fotos e etc. ajudam a tirar muitas duvidas, mas o ideal mesmo é que você não só estude pela internet mas também procure fazer um “estágio” em uma oficina de algum luthier de sua confiança para que quando se deparar com situações inesperadas do cotidiano você não venha ficar sem ação e a pior coisa que pode existir na vida de um luthier é a insegurança, existem trilhões de tipos de clientes inclusive aqueles que como você buscam informações detalhadas sobre o reparo que necessitam no instrumento, na maioria das vezes alguns já chegam até com o diagnostico do problema e querem acompanhar o processo do reparo e aí se você não transmitir segurança ao cliente já era, por isso é muito importante o conhecimento na prática.

Quanto as ferramentas é meio complicado de se dizer porque eu precisaria saber se você tem intenção de trabalhar apenas com reparos ou com fabricação também, mas creio que todo luthier que se preze adora fazer seus próprios instrumentos até porque temos que deixar nossa “marquinha” de alguma forma aqui na terra não é mesmo? Vou descrever aqui, não uma lista básica, mas o que você sem duvida nenhuma precisará para começar sua nova empreitada vai lá?

Plainas

 Nº 5
 Nº 60 1/2
 Raspador nº 80
 Spokeshave (boxin) nº64
 Spokeshave nº 151, Nº 4
 Plainas miniatura para luthier
 Plaina de palma da mão

Formões

1, 2, 3 e 4mm (especiais para luthieria)
1/4, 3/8, 5/8 e 1"
1" ou maior, de qualquer qualidade, para descolar cavaletes
"Skew" direito e esquerdo
Drawknife
Goiva curva

Facas

Faca de luthier 10 ou 15mm (uma boa alternativa é fazer com barra de torção)
Facas X-Acto e / ou Olfa
Bisturi c/ lâmina #11 ou faca X-Acto pequena com lâmina #11
Drawkinfe

Serrotes

Serrote de costas de cabo redondo 6" ou 8"
Serrote para abrir os sulcos para os trastes, capaz de abrir um rasgo de 0,7 mm
Serrote X-Acto
Arco de serra para p/metais Stanley ou semelhante
Serrote de costas de 10"

Furadeira, etc.

Furadeira elétrica manual de 1/4" (3/8" é preferível, velocidade variável, também)
Broca de 7/16" com pé rebaixado para 1/4" (ou 3/8", depende da furadeira)
Doweling Jig Stanley ou ferramenta semelhante, para fazer os furos das mecânicas
Jogo de brocas de aço rápido de 1/16" a 1/4"
Brocas para instalar jacks (tamanhos diversos, específicos)
Brocas com extensão para refurar cavaletes


Réguas, etc.

Escalas de 6", 12", (24") e 36"
Régua de precisão de 18"
Esquadro de 6" (2" opcional)
Paquímetro
Medidor de espessura para luteria (o melhor é o modelo para cello)
Graminho
Compassos de ponta seca (tipo balaústre)
Suta
Micrômetro (para cordas)

Limas

10" de engenho
6" de engenho
Faca, de ourives (para arrematar o final dos trastes)
Grosa Nicholson (Patternmaker's rasp)
Pippin para ajustar a pestana
Para arredondar trastes (pode-se usar lima triangular)
Graduadas por corda, para ajustar pestana, especialmente para cordas de aço
Chata, de ourives
Redonda de 8"
Chata de 10", murça e bastarda
Rabo de rato, para pestana

Raspilhas

Reta, fina e grossa
Pescoço de ganso
Brunidor, para afiar raspilhas de tamanhos, formatos e espessuras diversos, para reparos e detalhes

Grampos, etc

2", 4" e 6", comuns (quantos mais melhor, porém, no mínimo 2 de cada)
5 grampos de cavalete (tamanhos variados se for fazer reparos)
Pregadores de roupa, reforçados com elástico
Grampos de alavanca, Suecos ou feitos à mão
Morsa de bancada, de preferência giratória, Nº 3 ou 4
Morsa pequena para trabalhar ossos
Grampos Pony, de mola
Grampos Pony "deep throat", 1" x 6".
Grampos miniatura, de 1", 1 1/2", etc.

Afiação

Pedras de amolar e afiar (as melhores são as japonesas), incluindo especiais para goivas, etc.
Moto-esmeril
Guia para afiar manualmente
Assentador

Diversos

Bancada (com morsa de madeira é melhor)
Riscador
Martelo para instalar os trastes
Alicate de corte frontal para instalar e remover trastes (podem ser 2, um para cada coisa)
Espelho para inspeção e lâmpada (de baixa watagem e baixa voltagem)
Lanterna pequena (Mini -mag Lite 2x AA)
Filetador manual (tanto para instalação manual, como à máquina, dos filetes)
Ferro aquecido, para curvar as laterais
Blocos de borracha, feltro e cortiça para lixar
Cortador de círculos (o ideal é ter 3: dois para a roseta e um para a boca)
Chaves de parafuso: comuns, Allen, Phillips (e especiais)
Alicate universal
Alicate de corte lateral
Alicate de bico
Alicate de pressão
Lâmina para serra circular para abrir os sulcos dos trastes (0.7mm)
Lâmina para serra circular para abrir o encaixe do braço (Widia 2.0mm)
Fresas para tupia manual. Retas de 1/4" e 1/2".
Ferros de dentista sortidos

Máquinas

Serra circular, de mesa, pequena, com disco de serra de 6 ou 8"
Serra de fita. Pequena se não se for abrir madeira, maior se for o caso
Furadeira de bancada
Tupia manual, grande, de preferência "plunge"
Tupia manual (aparador de laminados)
Desempeno
Desengrosso
Lixadeira de cilindro

Envernizamento

Compressor pequeno, se possível com reservatório
Pistola (da melhor qualidade possível)
Mangueira
Filtro para o verniz
Estopa
Poletriz estacionária ou manual
Pastas de polir (média, fina e acabamento)
Algodão para bonecas de aplicar goma-laca
Goma laca importada (Behlen)
Alcool 99,5º
Filtro de ar
Novus Plastic Polish
Ferramenta de abrir latas de tinta

Colas

Cola Titebond e/ou Cola Madeira
Cola animal (cola "quente" ou cola "de nervos")
Fogareiro elétrico e panela de ferro para a cola
Epoxy, de 5 minutos e normal
Super Bonder (cola de cianoacrilato)
Epoxy de 1 minuto

Suprimentos, etc.

Fita crepe
Fita filamentosa (fiberglass reinforced tape) para filetar
Flanelas macias
Panos de algodão para limpeza (fraldas e camisetas de malha são ótimos)
Óleo de linhaça, limão ou peroba para escalas
Lixas, de óxido de alumínio (open coat) e d'água em grãos de 120 a 1200
Scotch Brite ("bombril" de plástico) cinza, fino
Lápis 6B ou mais
Lápis dermatográfico, preto e branco
Lapiseira 0.5mm
Tesoura, para uso geral
Retalhos de tapetes, para forrar as bancadas
Toalha de papel

EPIs.

Máscara com filtro de carvão (para vapôres orgânicos)
Máscara para poeira
Luvas de borracha
Óculos de segurança
Fone protetor contra ruído

Bom, deixa eu parar por aqui ou eu vou acabar assustando o menino rsssss... Mas assim Caio, muitas dessas ferramentas podem ser fabricadas por ti, basta um pouco de paciência e um bocado de persistência para se conseguir resultados surpreendentes, outras podem ser substituídas e assim vai, por isso é de suma importância que você vá até uma oficina e veja na prática como que funciona, deve ter no mínimo mais um trilhão de coisas que você vai usar que não está na lista mas isso você ira descobrir com o tempo ok? Te desejo muito sucesso e do que depender de mim estou a disposição para as duvidas que virão por aí porque é como eu sempre digo, duvidas sempre surgem então: Gostou do post? Comente... Ainda tem dúvidas? Pergunte...

Ah!! E se precisar de uma oficina para estagiar estou com as portas abertas te esperando ok?

Abraços galerinha e até a próxima...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Construindo um Cajon



Olá Galerinha, nesse post vamos falar um pouquinho sobre Cajon, um instrumento bem simples de se fazer, mas com um resultado incrível em se tratando de instrumentos de percussão, o grande segredo para se obter uma boa qualidade é o material a ser usado, em geral, o cajon é fabricado em madeira, se você é um perfeccionista como eu, vai adorar o som de um cajon fabricado em cedro ou mogno, mas por ser madeiras “complicadas” de se encontrar um substituto bem legal e com um resultado bacana é o MDF, nesse post postarei algumas fotos do passo a passo da construção desse instrumento.

                Bem, agora chega de bla bla bla e vamos botar a mão na massa, ou melhor, na madeira rsss, bem no finalzinho do post vou colocar a planta com as medidas ok?



Todo trabalho para ser bem feito precisa de um projeto bem elaborado, depois de tantas dores de cabeça, um ajuste aqui e outro ali, cheguei a essa conclusão de projeto, espero que te agrade assim como tem me agradado...

                Os materiais que você irá usar serão:
1 – Uma Chapa de MDF (ou madeira de sua preferência) de 15mm...
2 – Cola ( eu sugiro a Cascorez, aquela do rotulo azul)...
3 – Parafusos diversos...
4 – Ferramentas diversas, Tupia, grosa, serra tico tico, furadeira e etc...
5 – Paciência, Muita paciência, essa é a virtude dos Luthiers...

                Materiais em mãos, ferramentas também, projeto impresso, agora sim vamos começar a detalhar nosso cajon começando pelas demarcações na chapa de MDF...



Eu comecei pelas laterais mas isso é opcional, eu tracei os riscos da tampa e do fundo primeiro...


Aqui a parte de tráz, nessa hora já aproveite para fazer a demarcação de onde ficará o duto de ar, use 10cm de raio...



Chegou a hora do corte, todo cuidado é pouco nessa hora, qualquer errinho nessa etapa é fatal pois pode-se perder a peça.



 Detesto coisa simples de mais, por isso achei esse modelinho bem bacana para nosso projeto, aquela história de que um cajon tem que ser quadrado não consegue entrar na minha cabeça...



Faça um furo com a furadeira para dar espaço para se trabalhar com a tico tico...



 e procure cortar do risco para dentro para evitar que ele fique frouxo, é melhor chegar alguns cantinhos na grosa do que ter que cortar outra peça não é verdade?


 Faça o teste encaixando o duto para ver se está tudo certinho...



Depois de todas as peças cortadas é hora de começar a uni-las...



Não tenha dó de cola, ela ajuda e miuto na vedação do instrumento...



Para que fiquem bem unidas as peças, parafuse-as e deixe secar por pelo menos 24h. os parafusos podem ser retirados ou deixados sem problemas isso é opcional eu não vejo necessidade de deixa-los desde que a colagem tenha sido perfeita...



Feche todos os lados com bastante cola para que não fique falhas...




Os parafusos são bastante importantes para que a união das mesmas seja perfeita, depois de colado use a plaina para retirar as sobras das peças......




Depois das peças unidas, use a tupia para "quebrar" os cantos, e lixe bem para que não fique nenhuma imperfeição, feito isso, com o auxilio de um rolinho de lã aplique uma boa camada de antiruido, dilua bem para que possa ficar uma substancia pastosa, dilua sempre em pequenas quantidades para evitar desperdício, esse material é facilmente encontrado em casas de tintas ou em materiais para construção...



 Depois da esteira bem esticada é hora de trabalhar-mos a frente do cajon, rebaixe os parafusos até que fiquem de forma a evitar acidente como na figura a baixo...


Hora de fixar os pesinhos, existem vários tipos diferentes no mercado, eu optei por esses por serem mais resistentes...


Estamos quase lá, com a frente já posta no lugar e fixada pelos parafusos vamos prender o assento...



Marque e fure a parte superior do instrumento para que possa encaixar os parafusos, fixe por dentro para que possa ter maior firmesa ...



 Encaixe o duto de ar...



Personalize como achar melhor...



Use o selador em cima da personalização, eu usei para a tampa o MDF de 0,3mm, existem vários modelinhos do MDF com várias estampas diferentes que valem a pena ser exploradas...


Com o auxilio de uma boneca espalhe bem o selador e deixe secar...


Veja o resultado final...



Aqui ele visto pela parte traseira...




E como prometido, a planta dele com todas as medidas, é só baixar imprimir e correr pro abraço, use com moderação rsss...




Bom galerinha, por hoje é isso, espero ter ajudado,  e como eu digo, dúvidas sempre surgem então:... Gostou do post? Comente... Ainda tem dúvidas? Pergunte... Terei o maior prazer em poder ajudar...
Um grande abraço e até a próxima...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Um Excelente Fornecedor

Olá galerinha, para quem está começando agora na arte da luthieria, ou mesmo para os que estão na área já a algum tempo, sempre encontramos certas dificuldades no decorrer do caminho, uma das maiores dificuldades que eu encontrei foi a de fornecedores, hoje com o uso da internet tudo ficou mais fácil, uma infinita lista de fornecedores são encontradas em sites de busca com preços bem diferenciados e com a facilidade de em apenas alguns clicks concluir a sua compra e em alguns dias receber a mercadoria no conforto da sua casa, o problema é que nem sempre isso acontece e aí começa uma dor de cabeça danada com certos fornecedores e sites piratas que se encontram por aí.

Até você adquirir confiança em um fornecedor, é um processo demorado de muita pesquisa e paciência, e esse é o tema do nosso tópico de hoje, não estou aqui para fazer propaganda, mas não sou egoísta e o que é bom deve ser repassado.

Tive muitos problemas com fornecedores nesse tempo de trabalho, as compras tinham que ser feitas em vários lugares diferentes porque um tinha captadores, mas não tinha pontes, outro tinha tensores, mas não tinha tarraxas e assim ia, uma dificuldade danada, depois de muito tempo encontrei por acaso um fornecedor que realmente me surpreendeu, meu amigo José Augusto o Guto...

Para você que está a procura de pontes, tarraxas, tensores, knobs, escudos ou até mesmo parafusos e coisas mais, aqui fica a dica de um cara 100%, camarada de confiança, bem atencioso, sincero e que envia tudo certinho, vale a pena conferir, dê uma olhadinha no site dele:


http://www.garagemusic.com.br/

Aqui segue o vídeo de apresentação da loja:



Esse eu garanto e assino em baixo... Bom galerinha, por hoje é isso, espero ter ajudado e como sempre costumo dizer, dúvidas sempre surgem então... Gostou do post? Comente... Ainda tem dúvidas? Pergunte...

Um abraço e até a próxima...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Captadores

Olá galerinha, hoje vamos falar um pouquinho sobre os captadores, são eles que têm a função de transformar as ondas mecânicas produzidas pelas cordas (o som), em ondas elétricas, são eles que definem o timbre inicial, e ainda levam tudo para o amplificador, para então chegar aos nossos ouvidos.. Existe uma grande quantidade de tipos e qualidades de captadores no mercado, eles são habitualmente classificados levando em conta suas características técnicas: Quanto à alimentação, dividem-se em captadores ativos e passivos; quanto ao número de bobinas, dividem-se em simples (single-coils), captadores (humbuckings) ou quádruplos (quad-rail); poder ser divididos ainda, quanto ao material magnético, em captadores cerâmicos e de alnico;

 

Como funciona um captador magnético?
Basicamente, o captador eletromagnético utilizado em guitarras e contrabaixos, é composto por dois elementos: o imã e uma bobina enrolada com fio de cobre. O imã induz magnetismo às cordas, criando um fluxo de campo magnético ao redor delas. Quando as cordas vibram, o movimento desse campo magnético cria dentro da bobina, uma corrente alternada que vai do captador até o amplificador, através do cabo de ligação. Desta forma, o som que você ouve é o resultado da interação do captador (interpretando a vibração das cordas) com o amplificador.

Qual a importância de se colocar um bom captador?
Cada componente de um instrumento musical exerce influência no timbre que o mesmo terá. O captador é responsável em boa parte, pela intensidade sonora e pelas qualidades do timbre. Daí é que surgem as insatisfações com o TIMBRE do seu instrumento. Mesmo equipado com uma boa guitarra, você pode estar descontente com a sonoridade do captador. Isso se dá porque na maioria  das vazes, as guitarras saem de fábrica com captadores que não expressam o gosto particular que cada um ter pelos timbres,  ou as vezes pode não ser o pickup compatível com o seu estilo musical. Trocar os captadores pode ser a uma boa solução.

Captadores passivos

Não necessitam de alimentação elétrica (fonte de energia elétrica) para funcionarem. Apresentam grande integração com os demais materiais da guitarra. Enorme variedade de timbres e qualidades. Em maioria são de alta impedância e captam interferências diversas com facilidade.
Os captadores são na verdade uma bobina, ou seja, consistem de magnetos enrolados por um fio (coil) criando assim o campo magnético que é perturbado pelas cordas de metal ao vibrarem em freqüências diferentes, tal perturbação
no campo magnético gera o impulso elétrico que mais tarde é convertido em som (onda mecânica).


Captadores ativos

Necessitam de alimentação para funcionarem. Integração reduzida com os materiais da guitarra. Sons uniformes, previsíveis e pequena variedade de timbres. Captam menor interferência por terem menor impedância.


Captadores cerâmicos

São feitos com material mais barato e são mais comuns no mercado.


Captadores de Alnico

São feitos com materiais mais caros e selecionados, sua qualidade normalmente é superior aos cerâmicos. Os imãs dos núcleos são feitos de uma liga de Alumínio, Niquel e Cobalto. Existem vários tipos de Alnico dependendo da percentagem dos componentes em sua mistura. O mais comum em captadores são os Alnico II e o V. Magnetos compostos de alnico tendem a soar mais vintage. São também comumente mais caros devido à matéria prima.


Captadores simples (single-coils)

São estruturados apenas com uma bobina. São mais sensíveis às interferências que causam ruídos. Em geral, o timbre resultante tende a ser mais limpo, brilhante, estalado e estridente em comparação com os humbuckers. Um exemplo do uso de captadores single é o timbre das guitarras Fender.


Captadores duplos (humbuckings ou humbuckers)

São estruturados com duas bobinas em um só corpo. Normalmente as duas bobinas funcionam em polaridades inversas. Assim cada uma elimina parte do nível de ruído da outra. Essa interação também altera a resposta tonal do captador, o que lhe confere um som diferente daquele produzido por um captador single-coil. Em geral, o timbre resultante tende a ser mais cheio, vigoroso, macio e adocicado em comparação com os single-coils. Um exemplo do uso de captadores duplos é o timbre imortalizado pelas guitarras Gibson Les Paul.
Alguns captadores duplos apresentam a mesma aparência externa tradicional dos captadores simples, pois possuem as duas bobinas empilhadas, a exemplo dos modelos HS-2 e HS-3 da Dimarzio e a série Noiseless da Fender.


Captadores quad-rail

São estruturados com quatro bobinas em um só corpo.



Qual o melhor modelo de captador?

Bom, tanto os single-coil quanto os humbucker possuem suas peculiaridades. Eu diria que não há o “melhor”. Isso vai depender do som que você quer fazer, o tipo musical e as necessidades e desejos de cada músico é essencial no momento da escolha dos caps. Ambos os tipos de captadores podem vir com alta ou baixa qualidade. Notadamente, há uma Fender Stratocaster que tem um humbucker e dois single-coils. Além disso, há também uma Gibson Les Paul que tem um single-coil e um humbucker, resumindo... Ouça, pesquise, pergunte pois captadores de boa qualidade nem sempre são baratos, por isso a escolha certa fará toda a diferença tanto na hora de usar o instrumento quanto ao seu bolso...

Uma ótima opção que na minha opinião e que trazem os melhores resultados para seu instrumento são os caps handmades (feitos a mão), já vou aproveitar aqui para divulgar os produtos do meu amigo Érico Malagoli, são captadores e circuitos de ótima qualidade que eu testei, aprovei e assino em baixo... Veja alguns produtos em destaque no link abaixo:

http://www.captadorescombr.blogspot.com/

Bom galerinha, por hora é só, eu sei que dúvidas sempre surgem, então... Gostou do post? comente... Ainda tem dúvidas? Pergunte...
Um abraço e até a próxima...




sábado, 12 de novembro de 2011

Retificando os Trastes





Bom galerinha, dando seqüência ao nosso assunto, agora vamos falar da retifica dos trastes, vamos partir do principio de que você trocou eles e agora é hora de nivelar os danados.



1) Bom a primeira coisa a se fazer é isolar a escala, a fita crepe é a melhor aliada para esse tipo de trabalho, o isolamento consiste em cobrir as escalas com a fita deixando apenas os trastes sem serem cobertos, você também vai precisar de uma régua, eu, particularmente tenho uma bem bacana que comprei no Paraguay rsss, ela é feita em aço, bastante flexível e não entorta, e o mais legal disso tudo é que ela tem 40cm, as de 30 são pequenas demais e as de 1m muito grande, essa eu achei perfeita.



2) Posicione a régua em cima dos traste e vá observando as diferenças, em 99% dos casos uns ficam mais altos, outros mais baixos e é por esse motivo que temos que nivela-los, até hoje eu só fiz uma única troca de trastes que não necessitou de nivelamento, parece impossível, mas não é, agora tente imaginar a minha cara de felicidade ao conferir os trastes e ver que não precisavam de nivelamento?!?!?!




3) Usando aquele taquinho que usamos para lixar a escala lembra? Vamos usá-lo de novo, mas dessa vez em cima dos trastes, a lixa pode ser a 120 sem problemas, esses tipos de trabalho exigem muita paciência por ter que ser feito aos poucos, então, lixe, pare, confira com a régua... Lixe, pare, confira com a régua... lixe, pare conf.................. e assim por diante, até que todos fiquem da mesma altura. Para ter certeza de que estão nivelados, todos os trastes devem encostar na régua.




4) Encostou? Ficou belezinha? Conferido? Vamos para o acabamento, passe para a lixa 220, tire os riscos mais grossos e mude para a 400, por ultimo, use o velho e poderoso bombril, agora está quase pronto o nosso trabalho, alguns retoques finais e está pronto, retire toda a fita das escalas e monte o braço no instrumento, esse é um bom momento para polir o braço e hidratar a escala.






5) Agora é só colocar as cordas, novas de preferência, afinar e conferir se não ficou trastejando, caso isso aconteça (o que normalmente acontece) ajuste o tensor até corrigir o trastejamento.



Agora é só correr pro abraço, trastes novos, cordas novas, instrumento regulado, show de bola, por hoje é isso, espero ter dado uma boa clareada no assunto... Gostou do post? comente... Ainda tem dúvidas? pergunte... Um abraço e até a próxima.



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Trocando os trastes






Olá galerinha, hoje vamos falar sobre como substituir os trastes que já estão “surradinhos” apresentando vários problemas e precisam urgente de manutenção.
É inevitável que os trastes se desgastem, o que se pode fazer é tomar alguns cuidados para aumentar o tempo de vida dos mesmos, cordas enferrujadas, suor, empenamento no braço, ponte desregulada tudo isso tende a desgastar os trastes em uma velocidade absurda, muitas vezes o problema não é só o desgaste, outros problemas comuns são os que se soltam da escala, se você é daqueles que costumam deixar o instrumento em lugares com temperaturas elevadas, como no do porta malas de carro por exemplo, a cola começa a perder a aderência e não só os trastes podem se soltar nessa situação mas se for um instrumento colado vai desencadear um problemão que em algumas vezes chega a ser irreversível. Quando os trastes começam a “pedir para serem trocados”, um dos primeiros sinais que eles apresentam é o trastejamento, aquele barulhinho irritante que a corda ao ser tocada indica que está pegando em alguma coisa, eu vou tentar colocar tudo passo a passo para melhor compreendimento.  

1) Bom. O primeiro passo é a retirada do nut : O nut é aquela peça de plástico, osso ou metal bem próximo ao headstock, inclusive tem um post aqui no blog que falamos só a respeito dele Com o braço preso na bancada, use um formão e um martelo de acrílico, agora, muito cuidado porque a intenção é desgruda-mos a peça da cavidade sem comprometer sua estrutura ou deformar a mesma. Como diz o ditado: “O seguro morreu de velho” então, se você não tem habilidades para  fazer um nut é bom ter um outro em mãos no caso de quebrar na hora da retirada.



2) Agora já podemos partir para a retirada dos trastes: Cada um tem seu jeitinho brasileiro para retirar, o meu conselho é que aqueça os mesmos para que a cola perca um pouco da aderência facilitando a retirada. Eu uso o ferro de passar roupas ou o ferro de soldas, mas uma coisa importante é: se optar por um ferro de passar roupas não vá usar aqueles com vapor rsss. Agora com o auxilio de um formão e um martelo posicione a lâmina no vão entre o próprio trastes e a escala começando sempre pelos lados cuidado na hora de bater, isso tem que ser feito muito levemente de modo a não danificar a escala, em certos casos não precisa nem do uso do martelo, uma simples pressão já é o suficiente para que ele comece a se soltar. 




3) Assim que conseguir um espaço suficiente use um alicate turquesa (ou torquês), para soltá-lo gradualmente até que se desprenda completamente da escala. Os trastes possuem travas,  por isso é muito importante que você aqueça os trastes para soltá-lo da escala, isso vai ajudar a não lascar a madeira. 




Agora é hora de dar aquele capricho na escala. O primeiro passo é usar uma régua para ver se o braço está retinho, se estiver com alguma curvatura ajuste primeiro o tensor para depois começar a trabalhar a escala, se você ainda tem duvidas em como ajustar o tensor aqui no blog eu fiz um post dando uma pincelada no assunto. Depois do tensor conferido vamos dar uma renovada na escala e para isso use um taquinho de madeira com uma lixa 120, não precisa de muita força, esse processo vai depender do estado em que se encontra a sua escala, se você não faz uma hidratação continua é evidente que ela apresentará desgastes (cavas) em alguns pontos, a intenção da lixa é corrigir isso e claro, tirar aquele “grude” de suor com poeira que vai calacrando com o tempo. 


  

4) Observe que a escala possui uma certa curvatura, por isso, o ideal é que você tenha um taquinho com esse mesmo raio, eu fabriquei um recentemente usando uns pedaços de madeira e uma placa de PVC, ficou ótimo e com um custo bem baixo pois esses materiais são caros e difíceis de encontrar. Ao terminar o processo da retifica da “escala” normalmente as cavidades dos trastes ficam mais rasas, antes de começar a colocar os trastes novos é preciso fazer essa verificação. Na maioria dos casos é preciso aumentar a profundidade, aí começa um grande problema para quem não tem as ferramentas certas. Isso deve ser feito com um serrote específico de 0,06mm de espessura, se usar uma serra normal os trastes não terão a pressão necessária e ficarão frouxos podendo até se soltar dos slots. Aos poucos vá serrando e medindo para não aprofundar de mais.



 
5) Feito isso é hora de passar para os trastes, existem no mercado várias opções disponíveis, você pode tanto compra trastes em rolo como cortados, todos tem suas vantagens e desvantagens então é importante ver qual é a melhor opção pois cada caso é um caso.



 
6) Trastes cortados, organizados, conferidos agora é hora de começar a parte mais delicada do trabalho, existem no mercado ferramentas especificas para esse tipo de trabalho, eu vou partir do principio de que você não tenha uma dessas em casa, por isso vamos usar o martelo, lembra aquele de acrílico? Se você não conseguir encontrar um desses para comprar, uma boa opção é o de borracha encontrada facilmente em lojas de materiais para construção, lembrando que isso é só no caso de você não conseguir o material apropriado.




7) Nunca, jamais, em hipótese alguma comece colocando os trastes pelo meio mas sim pelos cantos, encaixe ele no slot pelo canto e venha martelando levemente até o outro lado, é muito importante ir observando se os trastes estão ficando bem encostados na escala, não pode ficar ressaltos.






8) Usando o alicate turquesa corte as sobras dos trastes próximos à escala, cuidado para não “morder” a escala junto pra não deixar a escala com um aspecto feio. Se sua escala for sem o friso lateral, é bom usar um pingo de super bonder nos vãozinhos dos trastes pela lateral da escala, isso só é necessário se elas não entrarem bem justinhas na escala.




9) Bom, agora nós teremos que nivelar as laterais dos trastes, com o auxilio de uma lima levemente inclinada, vá limando as laterais dos trastes, não tente fazer um por um para não estragar a escala, os movimentos devem ser no mesmo ângulo e em toda a extensão do braço. Depois de feito os dois lados é hora de partir para o acabamento, usando lixas 220 para tirar o mais grosso e depois passe para a 400 até sentir que não tem nenhum traste “enroscando”, se ficar rebarbas pode até machucar o músico.




Galerinha por hora é isso aí, até aqui falamos na troca dos trastes, é bastante comum depois de se colocar trastes novos ter que nivelar os mesmos, mas esse assunto trataremos no próximo post ok? Gostou do post? Comente... Ainda tem dúvidas? Pergunte... Um abraço e até a próxima...